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terça-feira, 10 de junho de 2025

#Techno #Dzogchen para o século XXI. Por Jangchub Rigpa.


"Luminosidade Sem Wi-Fi"

No meio das notificações,
antes de responder ao mundo,
senta.
Desliga as intenções, não os cabos.
Nada precisa ser encerrado,
apenas não-alimentado.

Olhos sobre a tela —
mas vê, antes da imagem,
o que vê sem forma:
tua própria clareza.

Sem deletar o mundo,
permanece sem editar a mente.
A lucidez que sempre esteve aí
não precisa de senha nem VPN.

Respira.
O agora não é um feed.
Não carrega. Não gira.
É.

Teus pensamentos não são vírus,
só códigos se exibindo no vazio.
Não acredites neles.
Nem lute contra eles.
Eles passam, como pop-ups.

Fica.
Sem fixar.
Sem fazer.
Sem manter.
Sem procurar.

É a consciência nua —
sem algoritmo,
sem passado salvo em cache,
sem futuro programado.

Permanece como o céu
entre um e-mail e outro,
entre um clique e o silêncio.

A prática é simples:
desinstala o buscador,
e descobre que já encontraste. 

Jangchub Rigpa 

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Dzogchen "camino" de la autoliberacion... Como nos autoliberamos? Respue...


O Caminho da Autoliberação no Dzogchen: Uma Reflexão

O Dzogchen, ou Grande Perfeição, é uma tradição dentro do budismo tibetano que aponta para a realização da nossa natureza primordial, pura e desimpedida. O conceito central dessa prática é a autoliberação, que não envolve uma luta contra os pensamentos ou emoções, mas sim uma compreensão profunda da natureza transitória da mente e da realidade. Em vez de tentar controlar ou reprimir os pensamentos, o praticante de Dzogchen é orientado a reconhecê-los como fenômenos passageiros, semelhantes a nuvens no céu, que surgem e desaparecem sem deixar vestígios.

A autoliberação no Dzogchen se manifesta quando nos permitimos dissolver as camadas de crenças, conceitos fixos e julgamentos que criamos ao longo da vida. Esses condicionamentos são como obstáculos que nos impedem de perceber a nossa verdadeira natureza, que é intocada e livre. O processo de autoliberação não é um esforço consciente para remover essas camadas, mas sim um reconhecimento de que elas já estão presentes e podem ser dissolvidas naturalmente quando não as alimentamos com mais pensamentos ou narrativas.

Em Dzogchen, a libertação é vista como algo que acontece de forma espontânea, não como um resultado de uma intervenção forçada ou de uma busca por perfeição. Tudo é aceito como parte do fluxo natural da existência. Não se trata de alcançar um estado fixo de perfeição, mas de compreender que, na imperfeição, há a verdadeira natureza da realidade, que é transiente e livre de apegos.

Este caminho de autoliberação é, portanto, uma prática de deixar ser, de permitir que a mente e o corpo se expressam sem a intervenção de um eu fixo, sem o desejo de controlar ou transformar a experiência. Cada pensamento, cada emoção, cada percepção, por mais intensa que seja, pode ser vista como um momento no fluxo contínuo da vida, que não precisa ser julgado ou alterado. Em vez disso, o praticante de Dzogchen observa, experimenta e, por fim, liberta-se da identificação com esses fenômenos.

A verdadeira sabedoria no Dzogchen vem do reconhecimento dessa natureza essencial. Não é algo que precisa ser alcançado, mas algo que já está presente em todos nós. A aceitação plena da transitoriedade e da impermanência nos permite viver com mais liberdade, sem as limitações que impomos a nós mesmos através dos nossos pensamentos e crenças.

Bibliografia:

sexta-feira, 14 de março de 2025

O Guhyagarbha Tantra e o Dzogchen.

O Guhyagarbha Tantra, ou "Tantra da Essência Secreta", é um dos textos mais importantes da tradição Nyingma do budismo tibetano. Considerado um dos principais tantras da classe Mahayoga, ele oferece um caminho profundo e detalhado para a iluminação.
Principais características e ensinamentos:
 * Visão: O Guhyagarbha Tantra apresenta uma visão abrangente da realidade, enfatizando a natureza primordialmente pura da mente e a interconexão de todos os fenômenos.
 * Práticas: O texto descreve uma variedade de práticas tântricas complexas, incluindo visualizações de mandalas, recitação de mantras e rituais elaborados.
 * Deidades: O tantra apresenta um panteão de deidades pacíficas e iradas, cada uma representando diferentes aspectos da mente iluminada.
 * Empoderamento: O Guhyagarbha Tantra enfatiza a importância do empoderamento (wang) como um pré-requisito para a prática tântrica.
 * Guru Yoga: A relação com o guru espiritual é considerada essencial no Guhyagarbha Tantra, pois o guru é visto como a personificação da sabedoria e compaixão.
Importância e influência:
 * O Guhyagarbha Tantra é considerado um dos textos mais influentes na tradição Nyingma, moldando sua filosofia e práticas.
 * Ele também influenciou outras tradições do budismo tibetano, particularmente a tradição Dzogchen.
 * O tantra é conhecido por sua linguagem poética e simbólica, que exige um estudo cuidadoso e contemplação.
Estudo e prática:
 * O estudo e a prática do Guhyagarbha Tantra são geralmente reservados a praticantes avançados sob a orientação de um professor qualificado.
 * A complexidade do texto e das práticas exige um compromisso profundo e uma compreensão sólida dos princípios budistas.
Recursos adicionais:
 * Para um estudo mais aprofundado, recomendo consultar os seguintes recursos:
   * "The Guhyagarbha Tantra: A Reader's Guide to the Glorious Secret Essence"
   * "The Guhyagarbha Tantra: Secret Essence Definitive Nature Just as It Is"
Espero que esta descrição detalhada tenha sido útil. Se você tiver mais perguntas, sinta-se à vontade para perguntar.

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